HISTÓRIA DE UM VAQUEIRO
Num belo dia de sol, um vaqueiro chamado Paulo chegou a uma grande fazenda, cujo proprietário era um senhor muito rico, pai de três lindas jovens. O fazendeiro percebeu pelo modo como falava e agia que, aquele rapaz de traços fortes e voz firme, revelava-se uma pessoa honesta e de confiança, portanto, logo o contratou para cuidar do seu gado. A felicidade do homem foi imensa diante da atitude do fazendeiro e, redobrou ainda mais, quando conheceu uma das filhas do patrão, de nome Joana. Ela era uma moça linda, de olhos negros e cabelos longos. Ambos se sentiram atraídos. Ao avistar a figura de Paulo, a meiga jovem sentiu seu coração pulsar mais forte, entregando completamente a essa súbita paixão. No entanto, para a sua tristeza, sabia que seu pai, homem conservador e de família tradicional, jamais permitiria que aquele amor se concretizasse e, tampouco, a deixaria casar-se com um simples vaqueiro. Diante desse contexto, os dois passaram a combinar encontros às escondidas. Dominado pelo sentimento do amor, Paulo propôs fuga a Joana, que não pensou duas vezes, aceitando de imediato a ideia.
Após uma longa conversa, resolveram mudar para uma vila de pescadores distante dali. No meio da viagem, porque o reservatório de água já havia secado, Joana disse estar com muita sede e ficando sem forças para prosseguir. Paulo deixou-a próxima a um pé de “taiado”, no intuito de procurar uma casa nas imediações, onde pudesse encher o recipiente. Todavia, ao retornar ao local anterior, não mais encontrou Joana. A jovem havia sumido. E agora, o que fazer? Apenas o cavalo permanecia aguardando, porém, muito assustado e inquieto. Um frio repentino correu por todo o seu corpo. O pavor foi ainda maior quando percebeu sob a terra fina pegadas de um felino no entorno da mata. Naquele momento, Paulo passou a ter certeza de que a namorada havia sido atacada por uma grande onça. Desesperado e sentindo-se culpado, o bravo vaqueiro resolveu seguir as pegadas do animal, cujos rastros havia marcas de sangue que o levaram a uma furna, onde estava o cadáver da mulher amada. A onça, que havia tomado a moça como presa, alimentava-se tranquilamente acompanhada dos seus filhotes. Enfurecido de ódio, Paulo atirou contra o animal, matando-a com um só tiro. Os filhotes, assustados, adentraram na mata fechada.
Diante do acontecimento, não lhe restava nenhuma alternativa senão comunicar ao pai de Joana a forma trágica do seu falecimento. Ao chegar à fazenda, os capangas do fazendeiro já o esperava de armas em punho. Sob as ordens do patrão, todos foram ao encontro de Paulo para exterminá-lo. Ainda atormentado e, em estado de choque, o vaqueiro rapidamente puxou um lenço branco do bolso, acenando gesto de paz. O coronel pediu, então, para que ninguém atirasse até segunda ordem. Paulo não sabia como começar a narrar o triste fato. Nervoso e com muito medo da reação do fazendeiro, resolveu ainda sim enfrentá-lo, mesmo sabendo que ali também poderia ser o seu fim. Mas quem estava preocupado com isso? De que lhe adiantaria a vida, se seu amor não mais voltaria a viver? Resolveu, portanto, contar toda a verdade. Com ares de descrença e sufocado pelo medo de ter perdido a filha, o fazendeiro imediatamente exigiu ser conduzido ao local do acontecido, a fim de comprovar a verdade.
Chegando ao local da cena, o coronel chorou de arrependimento, pois sentiu que poderia ter evitado tudo aquilo, sendo menos autoritário e exigente com as suas filhas. Nada mais restando a fazer, ordenou aos seus capangas que recolhessem os restos do cadáver da filha a fim de realizar o seu sepultamento. Muito triste Paulo monta em seu cavalo e vai embora. No meio da viagem, um dos capangas que estava a sua espera, abordou-o dizendo com voz seca:
– Aonde pensa que vai antes de falar com o coronel? Volte para a fazenda que ele precisa falar com você! – Falou o homem com ares de poucos amigos.
Paulo, assustado, não falou nada, apenas seguiu o capataz.
Já na fazenda, o coronel o recebe com um sorriso no rosto. Sem nada entender, tomado pela surpresa, Paul é convidado a entrar na casa sede. Procurando entender o que estava acontecendo, prefere permanecer calado. O coronel, o convidou para sentar e disse:
– Vou lhe dá a mão de uma das minhas filhas. Pode escolher! Você é um homem trabalhador e de bem.
Então, Paulo escolhe Rosana, uma moça muito bela, cabelos cor de ouro e olhos claros. Dias depois, o coronel mandou preparar o maior banquete a fim de anunciar a todos o casamento da filha e que suas terras agora seriam administradas por Paulo, um homem dotado de atitude, competência e honestidade.
Escrito por: Alisson Ramos - CURSO TÉCNICO EM REDES DE COMPUTADORES - 1° ANO D
Fonte: Francisco Hélio Fernandes Ramos (Pai)
Belíssima história Alisson, parabéns : )
ResponderExcluirAlisson *--* linda redação e o modelete tbm hehe
ResponderExcluirMuito boom ! Parabéns !
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